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Alberto Jorge

Iniciou os seus estudos como autodidacta aos 15 anos no baixo eléctrico, embora desde muito cedo tenha mostrado grande curiosidade por todos os instrumentos musicais a que o seu convívio familiar lhe dava acesso. A partir dos 16 anos colabora em vários grupos amadores, actuando nos convívios de Faculdades do Porto e festas de finalistas, com o grupo académico SONDA. Por volta dos 18 anos ingressa no Psico, primeiro grupo de feição profissional, com quem actua em concertos por todo o país, nomeadamente no Festival de Vilar de Mouros de 1971. Nesse ano é convidado pela direcção do Seminário Missionário do Padre Dehon a liderar um projecto de música rock na igreja, absolutamente pioneiro em Portugal. Fundou, a partir desse convite, o grupo rock Tijolo[1], tendo na altura adquirido alguma notoriedade nos media, devido à nova sonoridade que trouxe para a música sacra em Portugal. Aos 20 anos lidera os Nirvana, o seu primeiro grupo profissional e aos 21 anos é convidado por Miguel Graça Moura para colaborar com o grupo Smoog. Toca por todo o país durante cerca de cinco anos.
O grupo Smoog dedicava-se a uma actividade musical de índole pedagógica sendo o seu repertório original, uma fusão de elementos da música clássica do jazz e do rock.

Despertado por Miguel Graça Moura para a música clássica e António Pinho Vargas, também ele membro do grupo, para o Jazz, inicia uma nova faceta da sua carreira ao matricular-se no Conservatório de Música do Porto na classe de violoncelo de Madalena Sá e Costa ao mesmo tempo que inicia a audição e análise dos grandes nomes do Jazz. É nesta altura que conhece e trabalha nos melhores estúdios portugueses e espanhóis. Também neste período inicia uma intensa actividade televisiva, com dezenas de programas de autor gravados sob a égide de Miguel Graça Moura. Iniciou os seus estudos de contrabaixo de cordas na classe do professor Norberto Nascimento, com quem estudou sete anos. Trabalhou também com o Professor Adriano Aguiar no aperfeiçoamento estilístico e técnico. Foi também aluno da classe de música de câmara da Academia de Música de Espinho sob direcção do professor José Luís Duarte. Em 1976 actua com o renovado Quarteto 1111, na ópera rock Godspell, da Companhia Vasco Morgado, com nomes como Victor Mamede, Rui Reis,Carlos Quintas, Joel Branco, Rita Ribeiro, Vera Mónica, Mafalda Drummond, Verónica e ainda outros actores portugueses.

A partir de 1976, começou a tocar nos casinos de Espinho e de Póvoa de Varzim, assim como em hotéis de 4 e 5 estrelas. Em 1980 começou a colaborar com a Orquestra Sinfónica do Porto. Tocou com a banda residente do programa semanal "Árvore das Patacas" (RTP-Porto) onde acompanhou, entre outros, Paulo de Carvalho e Simone de Oliveira. Com a banda de Paulino Garcia acompanhou os maiores nomes da canção portuguesa, entre eles Francisco José, Rui de Mascarenhas, Tonicha, Tony de Matos, Amália Rodrigues, António Calvário, Simone de Oliveira, Marco Paulo, Herman José, Florência Rodrigues, Duo Ouro Negro, Sérgio e Madi e muitos outros. Acompanhou uma inumerável quantidade de artistas estrangeiros, durante a sua permanência nos Casinos. Em 1983 colabora com a orquestra ligeira do Festival Eurovisão da Canção. Durante quatro anos actuou em pubs e bares de música ao vivo com o grupo funky Opinião Pública também por ele liderado até 1991. Com a Orquestra Sinfónica, tocou para os Príncipes Carlos e Diana, além de todas as mais altas autoridades civis e militares Portuguesas, nos 600 anos do Tratado de Windsor, sob direcção do maestro Cónego Ferreira dos Santos. A Orquestra Sinfónica do Porto, patrocinada pela R.D.P., seria extinta em 1989. Tocou regularmente com a Orquestra de Câmara de Braga, sediada no Conservatório Calouste Gulbenkian, sob direcção do maestro António Baptista.

Em 1990 foi responsável musical, durante seis meses, do programa televisivo matinal da RTP "Às 10" com a Banda de Alberto Jorge. Em 1991 integra o júri de selecção de professores de contrabaixo do Conservatório de Música do Porto. Contrabaixista convidado pelo coro de Gospel da Universidade Católica do Porto, sob direcção do maestro Cesário Costa. Em 1991 inaugura o Hotel Ipanema Park, onde fica a tocar como responsável musical da banda residente Triunvirato. Tocam para José Carreras, que muito elogiou o profissionalismo e opção estética da citada banda. Por esta altura toca habitualmente com a Orquestra de Câmara de Aveiro, sob direcção do maestro Duarte Neves. Em 1991 e 1992 viajou a Marrocos e em 1996 à Tunísia, tendo entrado em contacto com as sonoridades da música árabe. Em 1992 integra o naipe de contrabaixos da orquestra de celebração do 50.º aniversário do Círculo Portuense de Ópera, sob direcção do maestro Borges Coelho. Colabora ainda com a orquestra e coro sediados na Escola Silva Monteiro, sob direcção do maestro Luis LOpes.Em 1993 é convidado pela direcção do departamento de animação da Solverde para trabalhar como arranjador e director musical nas produções do Casino de Espinho. Fica 14 anos a dirigir a banda residente Triunvirato, até 2005. Durante esse período faz as primeiras dos concertos de, entre outros, James Brown, Blues Brothers, Diana Krall, Diana Ross, Charles Aznavour, Demis Roussos, Ney Mato-Grosso, Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Alcione, Maria Rita e Simone.

Colabora durante seis anos com a Big-Band de jazz clássico Corleone. Em 1994 toca como músico convidado, em baixo eléctrico, com a Orquestra Clássica do Porto no Coliseu de Lisboa e Coliseu do Porto, na celebração dos 50 anos da Organização das Nações Unidas, sob direcção de Sir George Martin, productor dos Beatles.
Em 1998 grava em tempo real a música do filme “Trânsito Local” de Fernando Rocha, com com a parceria musical de Carlos Araújo e Rui"Cenoura" Ferraz.Do elenco de actores faziam parte António Vitorino de Almeida, Paulo de Carvalho, Rui Reininho, Paulo Gonzo, Paulo Matos, Tony Lima, Pedro Lima, Júlio Cardoso, Óscar Branco, Carla Maciel, entre outros. A partir de 2005 toca nos bares de jazz portugueses com o Realbook Jazz Trio[2] e Gadjo Calom.

Outras Colaborações

Trabalhou cerca de 30 anos com o pianista, compositor e chefe de orquestra Paulino Garcia com quem gravou numerosos discos, televisão e música de filmes nomeadamente "Táxi na Cidade" e "O Homem que Matou o Diabo", com Herman José no protagonista. A sua imensa curiosidade pela construção formal de alguma música étnica e alternativa levou-o a colaborar, ainda que de forma esporádica, em alguns projectos de outras índoles.

• música celta e irlandesa com o grupo Jig com quem tocou além de muitos concertos e eventos de animação emGenebra, na Suíça, a convite de uma associação cultural local.

• com um quarteto dirigido pelo pianista Uruguaio Mauro Perez e o percussionista também Uruguaio Pancho Tarhabia trabalhou música latina especialmente Cubana ainda no Casino de Espinho.

• com Ricardo Silveira, guitarrista de Caetano Veloso, na área da música nova do Brasil.

• com o Quarteto de Miguel Braga, repertório Chill out.

• com a Orquestra Salão Jardim Passos Manuel, com quem manteve uma prestação regular na RTP Porto, praticou música de salão do princípio de século.

• com o grupo Gadjo Calom pratica jazz manouche e música eslava.

• Nas noites portuenses tocou, a nível esporádico, baixo de fado com o violista Jorge Barradas, e o guitarrista Eduardo Jorge acompanhando vários artistas, alguns dos quais registaram em disco essa colaboração.

• Tocou contrabaixo no CD "Primavera de Destroços" dos Mão Morta.

 
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